Almada: O LIVRE rejeita o espectáculo político do PSD e apresenta propostas concretas

Almada: O LIVRE rejeita o espectáculo político do PSD e apresenta propostas concretas

A Assembleia Municipal de Almada, reunida em sessão extraordinária a 21 de julho, rejeitou a moção de censura à Câmara Municipal apresentada pelos eleitos do Partido Social Democrata (PSD). Os considerandos foram rejeitados. Na votação dos pontos, o resultado foi de rejeição, com os votos contra da Coligação Democrática Unitária (CDU), do LIVRE (L) e do Partido Socialista (PS), a abstenção do Bloco de Esquerda (BE) e os votos a favor da Iniciativa Liberal (IL), do Partido Social Democrata (PSD) e do Chega (CH).

O LIVRE votou contra esta moção. Reconhecemos que muitos dos problemas nela elencados são reais e sérios, entre eles, a gestão da crise da água, a resposta aos desalojados, a habitação, a limpeza da cidade. E temos sido, dentro e fora desta Assembleia, uma voz insistente sobre cada um deles. Mas uma moção de censura mede-se pela responsabilidade política que carrega e pelo instrumento que oferece ao concelho, não pelo palco que dá a quem a apresenta.

Por isso entendemos que não era este o caminho para responder aos problemas de Almada. O PSD não fala desta crise de mãos limpas. Teve assento no Conselho de Administração dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) entre 2017 e 2021, quatro anos de responsabilidade direta em que nunca o ouvimos exigir do executivo aquilo que hoje exige em palco. O LIVRE não se revê em nenhum dos dois lados desta contenda. Não passamos um cheque em branco ao PS, que continua a dever explicações pelas falhas dos últimos anos. Mas também não aplaudimos uma oposição que se apresenta imaculada, quando teve, durante anos, voz e assento sobre exatamente aquilo que agora denuncia.

Para o LIVRE, a água não é um tema recente. Já nas autárquicas de 2025, a coligação Almada em Comum, que juntou o LIVRE ao Bloco de Esquerda, dedicou mais de uma página do programa eleitoral à gestão da água. Propôs reverter os aumentos no preço, requalificar a infraestrutura de abastecimento e saneamento, reforçar o investimento nos SMAS e melhorar a gestão das águas residuais. Fizemos, já então, uma leitura séria de um problema que dava sinais, e quando aprovámos o Orçamento Municipal, dissemos com todas as letras que não era um cheque em branco, e que o nosso voto favorável contava também com o orçamento previsto para os SMAS, porque a água potável é um direito, não uma mercadoria.

O nosso compromisso mantém-se. Vamos continuar a pedir respostas claras ao executivo do PS, em particular sobre o relatório de execução de 2025 e o número real das perdas de água, condições do nosso voto favorável ao orçamento dos SMAS em fevereiro que estão ainda por cumprir. E vamos continuar a apresentar propostas concretas. Levámos três a esta Assembleia, e cada uma baixou à comissão respetiva para ser trabalhada pelos grupos políticos. A primeira isenta a tarifa fixa de água nos meses de corte, com moratória sem juros e uma via pública e gratuita para reclamar danos. A segunda pede uma auditoria de engenharia independente à rede de abastecimento. A terceira propõe a instalação de sensores e contadores inteligentes que detetem perdas antes de a água faltar, como já acontece noutros municípios do país, uma _Estratégia Municipal para uma Cidade Inteligente da Água a que chamámos «Almada Água Inteligente 2030»_. É assim que o LIVRE trabalha; com propostas para melhorar a vida das pessoas, porque é isso que nos interessa.

Uma política de valor não se mede pelos golpes que desfere sobre o adversário, mas pelo trabalho sério que faz pelo bem comum. É essa a política que o LIVRE quer continuar a fazer nesta Assembleia. Sempre do lado das pessoas de Almada.

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