Naturalidade

Aveiro

Local de Residência

Lisboa

Nacionalidade

Portuguesa

Profissão

Trabalhadora-Estudante

Apresentação Pessoal

Nasci em Aveiro, a 1 de Junho de 1992, e foi nessa cidade, onde sempre vivi, que completei o 12º ano. Daí segui para Lisboa onde entrei em Engenharia Aeroespacial, no Instituto Superior Técnico, mas já nessa altura a minha incerteza se fazia notar quando na candidatura incluí também Medicina e no ano anterior havia começado a preparar-me para a possibilidade de fazer o exame de Economia e sair da minha área de estudo.
Acabei a estudar Engenharia até, ao fim de alguns anos, finalmente admitir que estava profundamente infeliz com a minha escolha e que teria de admitir aquilo que eu considerava na altura uma derrota pessoal – mudar de curso sem terminar o primeiro. Mas foi o que fiz e pedi transferência para Economia na Universidade Nova de Lisboa.

Aproximadamente a meio da Licenciatura em Economia, onde me encontro agora, vivi a experiência com a qual mais aprendi – viajar para o Peru, onde estudei e vivi durante cerca de seis meses.
Ora, para desapontamento meu, a minha timidez e introversão não se dissiparam magicamente quando pisei solo sul-americano e a desenvoltura social que não tinha tido durante a minha experiência nos primeiros anos de faculdade em Lisboa estava destinada a não se manifestar mais uma vez, não fosse a minha anfitriã, a Alicia, ter a missão de conhecer a pessoa que tinha atravessado o oceano para trocar uma capital europeia (Lisboa, em Lima, soa tão romântica como Paris) para ir estudar (de todos os temas) Economia, no Peru!
Cinco meses depois, estou a adiar o voo de regresso para poder passar o Natal e Ano Novo em Lima e aproveitar todo o tempo que me resta para estar com a família que me me “adoptou” e abriu os olhos para tantas coisas que eu não sabia que estava a perder.
É no Peru, onde vivia com um casal de jovens artista que fazia tudo o que estava ao seu alcance para viver da produção artística independente num país incrivelmente desigual e cujos pais e irmãos tinham histórias impressionantes de resiliência e esforço que aprendo a importância dos pequenos gestos. Quis o destino que me cruzasse na vida desta família com um incrível sentido político, de todas as cores, profissões e gerações. E ainda ter a oportunidade de viajar para um outro Peru, profundo e isolado, tanto na sua ingenuidade e beleza como na falta de informação e acesso aos mais básicos direitos do Homem.
De regresso, a vontade de me envolver acabou renovada e pus de parte o cinismo com que por vezes olhava para os meus próprios valores e ideais e decidi não ser apenas mais um treinador de bancada!
Trabalho em part-time na pequena empresa dos meus pais desde a adolescência e nos últimos meses alterno entre as aulas na faculdade e as manhãs numa a atender num quiosque no centro de Lisboa.

Redes Sociais

Apresentação de candidatura

Recordo-me da notícia da falência da Lehman Brothers, numa manhã de Setembro, a caminho da escola no carro do meu pai, apesar de não saber exactamente os contornos e implicações de tal acontecimento.
Certo é, que despertou a minha curiosidade para um tema que nunca tinha explorado muito e é quando começo a compreender e interessar-me por Economia e como é que a falência de um banco nos EUA, de alguma forma, resulta numa severa crise na Irlanda, Portugal, Grécia e restante Europa que a minha ideia de política e o que ela significa mudam e começo à procura de um caminho para mim numa família cheia de sentido crítico e dividida entre as duas maiores forças políticas nacionais.
Sempre gostei mais de estar “na mesa dos adultos” e ouvir e participar nas discussões dos temas da actualidade mas só aí comecei a compreender a sentir a necessidade de definir para mim mesma uma posição. E também não foi à primeira que a tomei. Totalmente descrente no então primeiro-ministro e sem vontade de o ver renovar a posição, via na possibilidade de interromper o seu segundo mandato com alguém “sério” e “responsável”, uma possível solução, apesar da aversão a outras importantes figuras do PSD.
Contudo, não foi preciso muito para perceber o grande erro de julgamento que tinha cometido e não me revia no voto por alguém que convidava determinadas classes profissionais a emigrar em vez de propor soluções reais – função, de resto, para a qual acabara de ser nomeado pelos portugueses.
E então voltei a procurar alternativas e li e ouvi pessoas muito mais bem informadas do que eu na tentativa de encontrar um caminho que fizesse sentido.
Algures nesta altura a Grécia envolve-se em acesas negociações com a
Europa da Alemanha e figuras como o então ministro das finanças grego destacam-se e descubro que este partilha partilha as ideias de outros economistas e críticos políticos que sigo atentamente. Acabo por seguir também o seu trabalho e é por aí que chego à Diem25, e ao movimento progressista de que o Livre faz parte.
E eis que encontro as minhas ideias, a preocupação pela dignidade das pessoas e combate à desigualdade e concentração de poder, o foco no desequilíbrio causado pelas alterações climáticas, por sua vez efeito da exploração abusiva dos recursos do planeta. Um movimento por uma democracia transparente e que não se conforma com a que temos onde decisões à porta fechada, ditadas pelo ministro das finanças alemão, determinam a vida dos cidadãos europeus. E porque eu acredito na beleza de uma verdadeira União Europeia e de uma união inter-continental por um progresso verde, justo e menos desigual.

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