Naturalidade

Portugal

Local de Residência

Rua Tomàs da Anunciacao, 41-3; 1350-322 Lisboa

Nacionalidade

Portuguesa

Profissão

Professora

Apresentação Pessoal

I – Não escondo as minhas ideias e afiliação política mas, por vezes, penso que o meu papel político é mais importante nos bastidores do que sob as luzes da ribalta. Então porquê candidatar-me a um cargo político? Porque sou amante do risco, do risco do poeta e do artista, que diz que o risco é bom.
II – Trabalho numa instituição pública desde 1998 e, antes disso, numa universidade privada.
III – Nasci, em 1960, em Lisboa, onde resido. A família do meu Pai é do Funchal e a da minha Mãe é de Leiria. Fiz o antigo sexto ano do liceu no Funchal, em casa dos meus avós paternos. Em criança passei muitas férias na Madeira.
IV – Dos meus pais herdei o gosto pelo que é novo: Mãe ainda viva, com noventa anos, e muito bem de saúde; Pai faleceu em 2011, e também estava muito bem, em termos de faculdades mentais e de atitude positiva perante a vida. Pais hippies, em termos de mentalidade, a vida toda, com maior radicalização à medida que envelheceram. É esta herança que agora me convoca à ação política.
V – No meu percurso pessoal fui marcada por gostar de pensar, por ter ideias e por manifestar as minhas convicções. Fui acusada de “arrogância intelectual”, esclarecendo-se, em paralelo, que tal insulto era antes um elogio. Tenho procurado entender o que significa, hoje, viver em sociedade e tenho procurado ajudar a criar um mundo melhor para as novas gerações.
VI – Trabalho em Setúbal e estou ativa no círculo do partido Livre de Setúbal. Setúbal é uma região chave em termos políticos. Fiz uma apresentação pública, com os colegas Soromenho Marques e Renato do Carmo, e com uma audiência convicta, na Biblioteca Municipal da Avenida Luísa Tody. Recordo ter sido elogiada pela minha apresentação, que criou debate e polémica.
VII – Sou um poço de contradições. Sou católica praticante mas mais praticante do que católica. Apaixona-me o paradoxo e a ambiguidade e corro, assim, o risco de ser confundida com alguém que aprecia gerar conflitos. Ao invés, a partir destas situações resulta uma tensão criadora em que o que conta é a abertura ao confronto e ao debate construtivo.
VIII – O que me atrai no Livre é a ousadia do pensamento amplo, que permite a expansão dos horizontes e a abertura ao diálogo e à diferença. Sou verde, de esquerda, europeísta e universalista. Acredito que a democracia plena e a cidadania global são processos em contínua construção, projetos e utopias que se constroem com todos, todos os dias, sem que ninguém fique para trás.

Redes Sociais

Apresentação de candidatura

I – O meu programa de ação política é centrado numa prioridade única: a resposta política e institucional a dar ao fenómeno da eco-consciência. No final das duas primeiras décadas do século vinte e um, desenha-se um desenrolar histórico tumultuoso e fragmentário. A transição para uma economia pós-carbono é o maior desafio que temos de enfrentar no resto do século.
II – É hoje que está a ser escrita a futura história. Os arqueólogos da segunda metade do presente século irão questionar esta civilização: uma pseudo-racionalidade, uma tecnociência, que usa uma máquina de uma tonelada, adiciona-lhe combustível, para transportar oitenta quilogramas de carga, pois é isto que acontece cada vez que somos o único utilizador de um automóvel em movimento.
III – Acredito que as convicções pessoais são as que emergem do cocktail que mistura experiência de vida e linhas ideológicas. Estas últimas, presentes na história das ideias, ligam a humanidade às aprendizagens acumuladas desde os primórdios da sua história.
IV – Não é a minha opinião ou a minha convicção política que conta. O essencial, o essencial do essencial, é que eu consiga identificar vivências marcantes da minha história pessoal que tenham feito com que eu me tenha posicionado de uma forma crítica e construtiva, para mim e para os demais, em assuntos pessoais e coletivos. É isso a ação política.
V – Temos sido melhores, na civilização ocidental, a criar consumidores do que cidadãos do mundo. Somos melhores cultivadores de uma cultura de guerra do que de paz. Isto é, estamos marcados por uma cultura bélica, em termos económicos, políticos e sociais.
VI – O que me leva a esta afirmação? Que pressupostos funcionam como um dado adquirido? Para eu poder descrever o processo que levou a esta constatação, ou argumentação, tenho de rever o meu passado. É daí que surgem as intuições mais fortes e, eventualmente, mais férteis e autênticas, passíveis de serem comunicadas e ampliadas.
VII – Em adulta, tenho mantido o interesse no trabalho voluntário na área social, de construção de comunidade e de promoção da paz a nível local e global. Exemplos incluem: o trabalho com crianças e jovens no Mocamfe; a visita a reclusos num hospital prisional; o apoio a vítimas de violência; a causa feminista; o trabalho de diálogo inter-religioso ligado ao grupo Metanoia; as áreas ambientais, na Associação Térrea e no Movimento de Transição; e as associações ligadas ao microcrédito e à finança ética. A reflexão teórica que faço sobre a sociedade contemporânea inclui temas como: a governança na área dos sistemas de informação; a ligação entre moralidade e emoções; e as questões políticas da inteligência artificial, da realidade virtual e da computação quântica.
VIII – No meu doutoramento e pós-doutoramento tenho sido elogiada por – e/ou acusada de – ser uma herdeira da Escola de Frankfurt, uma escola radical de crítica social do período entre guerras e de desenvolvimento da filosofia social no pós-guerra. É essa paixão que me atrai na política, o desafio do fenómeno social, ao qual o Livre responde de forma exemplar. Daí a urgência de ação concreta!

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