No passado dia 4 de julho, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT) divulgou publicamente que a estação de monitorização de Alverca registou, entre as 15h00 e as 16h00, uma concentração de ozono de 205 μg/m³ – valor que ultrapassa o limiar de informação fixado em 180 μg/m³.
Logo no dia seguinte, 5 de julho, esta estação de monitorização, localizada no Jardim Municipal José Álvaro Vidal, registou uma concentração de ozono mais elevada – 211 μg/m³.
Perante este cenário, estranhamos o silêncio da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, que detém acesso aos dados em questão, disponibilizados com atualização horária.
Entendemos que o foco das equipas de trabalhadoras e trabalhadores municipais estivesse alocado às festividades do Colete Encarnado, no entanto, a omissão de informação desta natureza é uma falha de responsabilidade perante as cidadãs e cidadãos do concelho, em particular os que residem e trabalham em Alverca.
Não pretendemos ser alarmistas, pretendemos apenas transparência na informação relevante para os munícipes, visto que as altas concentrações de ozono no ar que respiramos podem prejudicar a nossa saúde, com sintomas como tosse, dores de cabeça, dores no peito, falta de ar e irritações nos olhos – sendo grupos de risco pessoas com problemas respiratórios ou cardíacos.
Exigimos que a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira estabeleça protocolos de comunicação pública para situações de superação dos limiares de qualidade do ar, e nesse sentido, iremos submeter um requerimento ao Executivo, em particular ao Presidente da Câmara Municipal – que detém o pelouro de Ambiente e Espaço Público -, para obter mais informações relativas ao sucedido.
As instituições locais têm o dever de garantir que a saúde dos munícipes é sempre uma prioridade, nomeadamente na comunicação de situações de risco.
Os eleitos do LIVRE na Assembleia Municipal de Vila Franca de Xira,
Adriana Castro
Daniel Ferreira
