O LIVRE acompanha com preocupação os recentes acontecimentos na Junta de Freguesia de Vila do Conde, incluindo a reprovação das contas do exercício de 2025, as alegações sobre usos de fundos que levaram à renúncia do Presidente, assim como os episódios registados na reunião extraordinária da Assembleia de Freguesia do dia 6 de junho.
O LIVRE considera essencial que toda a informação para o esclarecimento da situação seja disponibilizada de maneira compreensível, por forma a ser avaliada com responsabilidade e com o objetivo de assegurar a estabilidade, a transparência e a confiança na democracia. Por isso, verificamos com apreensão a substituição no principal cargo por alguém com funções de tesouraria durante o período em que terão acontecido os factos que levaram à demissão do Presidente. A gestão pública e respetivo escrutínio devem ser encarados como uma oportunidade de fortalecimento da democracia local, com a aproximação das e dos fregueses aos espaços de cidadania representativa.
É fundamental voltar a garantir o normal funcionamento da Junta de Freguesia e dos serviços de proximidade para que a população, as escolas, as associações, as famílias e todas as pessoas que dependem da ação da Junta não fiquem reféns de uma crise política ou institucional.
Vila do Conde precisa de instituições abertas, capazes de prestar contas e de colocar o interesse público acima de qualquer outra conveniência. Por isso o LIVRE defende maiores incentivos à participação dos cidadãos e cidadãs, quer pelo fortalecimento da autonomia das coletividades locais como pela completa divulgação e transparência dos trabalhos do Executivo e da Assembleia de freguesia. A democracia local fortalece-se com a comunidade e com compromisso, reiterando-se que o LIVRE fará um acompanhamento exigente aos trabalhos do executivo.
