LIVRE condena invasão dos estúdios da Rádio Universitária de Coimbra e intimidação por parte de Deputadas e simpatizantes do Chega

LIVRE condena invasão dos estúdios da Rádio Universitária de Coimbra e intimidação por parte de Deputadas e simpatizantes do Chega

O LIVRE condena a invasão do Edifício-Sede da Associação Académica de Coimbra (AAC) por um grupo de militantes e apoiantes do Chega, liderado pelas deputadas à Assembleia da República Rita Matias e Madalena Cordeiro, que interrompeu um debate político em direto nos estúdios da Rádio Universidade de Coimbra (RUC).O episódio ocorrido esta manhã é particularmente grave por ter acontecido num espaço de participação cívica e liberdade de expressão, com o objetivo de interromper um debate no qual participavam representantes de vários partidos políticos, incluindo o LIVRE. Perante a entrada forçada nos estúdios e a presença de cerca de duas dezenas de apoiantes do CHEGA, não restou aos participantes, onde se incluía o deputado municipal do LIVRE em Coimbra Bruno Pedrosa, outra alternativa senão abandonar as instalações. A situação motivou a chamada das autoridades policiais, tendo o grupo de invasores acabado por abandonar o edifício.

Importa sublinhar que, segundo a informação divulgada pela AAC, o CHEGA tinha sido convidado a participar remotamente no programa, convite que recusou, tendo indicado que não estaria presente. A decisão de não participar num debate é legítima. Tentar impedir que esse debate aconteça através da invasão de instalações e da intimidação dos seus participantes é absolutamente inaceitável.A liberdade de expressão e o pluralismo democrático não se defendem através da intimidação, da imposição pela força ou da tentativa de silenciar quem pensa de forma diferente. A democracia exige respeito pelas instituições, pela autonomia associativa e pelo direito de todas as forças políticas a participar num debate livre e plural.

O LIVRE manifesta a sua solidariedade com a Associação Académica de Coimbra, com a Rádio Universidade de Coimbra (RUC) e com todas as pessoas que foram diretamente afetadas por este episódio. A RUC deve poder exercer a sua atividade editorial com independência e sem pressões ou intimidações externas, e a AAC tem o direito de ver respeitada a autonomia dos seus espaços.Não podemos normalizar a intimidação como instrumento de intervenção política, nem aceitar que a força substitua o debate de ideias.

O LIVRE continuará a defender uma democracia participada, plural e livre, na qual as divergências se resolvem com argumentos e não através da intimidação.

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