Árvores da Rua Lourenço de Almeida Azevedo

Árvores da Rua Lourenço de Almeida Azevedo

Aprender com os erros cometidos na defesa do património verde de Coimbra

O LIVRE reafirma a sua posição de princípio em defesa do arvoredo urbano enquanto património ecológico, paisagístico, cultural e identitário essencial à qualidade de vida na cidade. As árvores urbanas não podem ser tratadas como elementos acessórios de projetos de obra pública, nem sacrificadas por opções técnicas e políticas que não integrem, desde a origem, a sua preservação.

O que aconteceu na Rua Lourenço de Almeida Azevedo demonstra o contrário. A documentação pública mostra que o problema não surgiu agora e que, embora ao longo do processo tenha sido reconhecida a necessidade de minimizar o impacto sobre estas árvores, as soluções adotadas foram reduzindo progressivamente a possibilidade da sua preservação. A esta falha de conceção somou-se um défice de transparência e de escrutínio público em tempo útil. Foi neste contexto que o LIVRE se manifestou publicamente contra o abate destas árvores em junho de 2025, em coerência com a sua defesa do arvoredo urbano.

O LIVRE lamenta profundamente o abate de árvores antigas e de grande porte, de flores lilases e amarelas, existentes na Rua Lourenço de Almeida Azevedo, numa das faces do Jardim da Sereia. Trata-se de uma perda grave em termos ambientais, culturais, de memória e de identidade para Coimbra.

Quando a coligação AVANÇAR Coimbra assumiu a governação do Município, as obras foram suspensas para a realização de um relatório fitossanitário pelo Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra. Esse relatório demonstrou que as obras das condutas subterrâneas e do Metrobus já estavam numa fase muito avançada, tornando inviável reverter opções jurídicas e de projeto anteriormente assumidas e insuficientemente corrigidas.

O LIVRE regista, com expectativa e exigência, os compromissos do atual executivo de substituir todas as árvores abatidas, melhorar o sistema de caldeiras, acompanhar o arvoredo urbano e garantir que projetos com impacto nas árvores sejam analisados pela Divisão de Espaços Verdes e Jardins e debatidos com cidadãos e associações antes de serem concretizados.

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