A cultura não se rege por horários. Existe nos momentos em que mais precisamos dela.
Contudo, em Agualva-Cacém, o teatromosca, associação cultural que gere o Auditório Municipal António Silva (AMAS), no Cacém, vê-se impossibilitado de exercer a sua função social de trazer cultura ao nosso concelho por uma decisão administrativa da qual não teve oportunidade de fazer parte. A administração do Shopping Cacém, deliberou que esta estrutura comercial passaria a encerrar às 20:30h. E, por causa de uma decisão privada, Agualva-Cacém fica sem um espaço público.
Para o LIVRE, esta situação é inaceitável. Os espaços culturais públicos não podem ficar reféns de decisões externas ao decisor político. Aceitar esta decisão da administração do Shopping Cacém é aceitar ter uma sala de espetáculos fechada numa cidade que não tem outro espaço semelhante. O espaço é propriedade do Município de Sintra, pelo que é essencial garantir que a Câmara Municipal atua no sentido de garantir o funcionamento no único espaço cultural da cidade Agualva-Cacém.
Os Deputados Municipais André Tenente e Sara Paralta já enviaram perguntas ao executivo municipal a solicitar esclarecimentos. Os membros do executivo de Cacém e São Marcos (João Rodrigues) e de Agualva e Mira Sintra (Miguel Bento) estão também a acompanhar a situação de modo a garantir um AMAS aberto à população, nos horários em que a população pode usufruir do mesmo.
Defendemos:
Que a Câmara Municipal de Sintra pugne, junto da Administração, para a continuidade do AMAS e das condições essenciais ao seu funcionamento;
Que a Câmara Municipal de Sintra contribua, logística e financeiramente, para a manutenção deste pólo cultural;
Que se garanta a continuidade da atividade cultural junto da comunidade do Cacém, no espaço municipal AMAS, e com as devidas condições.