Sobre a repressão violenta do povo iraniano

Sobre a repressão violenta do povo iraniano

Nos últimos dias, chegam-nos notícias de largas manifestações por parte da população iraniana que têm sido respondidas com repressão violenta por parte do regime. Até à data, a imprensa internacional registou mais de 2500 mortes, número que se avista conservador, e mais de 10 mil manifestantes detidos. Relatos de organizações de direitos humanos deram conta do recurso, por parte do regime autoritário, a cortes prolongados no acesso às comunicações, de modo a silenciar os protestos que decorrem há duas semanas.

Perante assassinatos, censura, detenções arbitrárias e julgamentos e execuções sumárias promovidos pelo regime, o LIVRE manifesta a sua solidariedade para com o povo iraniano e condena veementemente a repressão violenta exercida, assim como a contínua violação dos direitos humanos, consagrados na Declaração Universal dos Direitos Humanos, que tem marcado o regime autoritário iraniano. O LIVRE está do lado de todas as pessoas que lutam nas ruas pela democracia e pela liberdade no Irão, esperando que se inicie um processo de transição democrática liderado pelos próprios cidadãos iranianos.

Ao nível europeu, os acontecimentos que observamos exigem respostas concretas. O LIVRE junta-se aos Verdes Europeus e apela à União Europeia para que adote medidas firmes contra os responsáveis por estas graves violações dos direitos humanos. Exortamos a União Europeia a aplicar sanções ao regime iraniano e a listar a Guarda Revolucionária do Irão como organização terrorista.

Apelamos à ação da comunidade internacional para a proteção humanitária de todas as vítimas da repressão em curso. Apelamos também ao Ministério dos Negócios Estrangeiros que reforce o auxílio dos cidadãos portugueses e com dupla nacionalidade que ainda estejam no país, principalmente no contexto do encerramento temporário da embaixada portuguesa em Teerão.

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