A decisão sobre a morte de Odair Moniz não pode ser lida isoladamente.
Chega poucos dias depois de o Parlamento ter rejeitado propostas para reforçar o combate à discriminação racial e aos crimes de ódio. Num momento em que tantas pessoas sentem que continuam a faltar respostas para combater o racismo, a discriminação e a exclusão, as decisões políticas e institucionais que observamos são preocupantes.
A morte de Odair Moniz e as decisões que se lhe seguiram levantam questões profundas sobre a sociedade que estamos a construir e sobre a capacidade das nossas instituições para garantir igualdade e justiça para todas as pessoas. Porque não basta afirmar que somos uma democracia plural e igualitária, é preciso garantir que a igualdade se traduz em proteção efetiva, em combate à discriminação e em instituições que mereçam a confiança de todos.
Perante casos como este, a pergunta impõe-se: que país queremos ser?
Um país que normaliza a discriminação e se resigna perante as suas consequências? Ou um país que reconhece que a igualdade exige compromisso, coragem e ação?
O LIVRE continuará a defender um Portugal onde ninguém seja tratado como menos cidadão por causa da sua origem, da sua cor de pele ou do lugar onde vive.
