O LIVRE apoiaria governo de esquerda nos Açores

O LIVRE apoiaria governo de esquerda nos Açores

O quadro parlamentar resultante das últimas eleições regionais foi claro na vontade dos açorianos em retirar a maioria absoluta ao Partido Socialista e no aumento da diversidade de representação regional. Foi claro também na vontade de não atribuir uma maioria clara a nenhum partido.

O LIVRE Açores vê com preocupação as movimentações dos partidos de direita, nomeadamente PSD, CDS, PPM e IL, prontos que estão à primeira oportunidade de romper o cordão sanitário à extrema- direita que todas as forças democráticas deviam instituir, impedindo-a de participar ou influenciar a governação a qualquer título.

A agenda da extrema-direita para os Açores é uma agenda penalizadora para os mais pobres e que irá agravar a situação económica de muitos açorianos. O LIVRE Açores, enquanto partido da esquerda socialista, libertária e ecologista, continuará a lutar, dentro e fora das instituições por uma visão de futuro para os Açores assente em prosperidade partilhada, construção de igualdade e na resposta à emergência ecológica.

Apesar de não ter obtido representação parlamentar nas recentes eleições, o LIVRE Açores entende que é seu dever posicionar-se claramente perante a situação política na região. Caso o LIVRE estivesse representado no parlamento regional defenderia, como tem sido sua tradição, uma convergência à esquerda que permitisse a formação de um governo progressista e comprometido com objetivos de combate às desigualdades e de resposta à emergência climática e ecológica.

Não prescindiríamos da aplicação das propostas que apresentámos aos açorianos para melhorar a democracia regional, nomeadamente a criação de Assembleias de Cidadãos na dependência do Parlamento Regional e a melhoria dos orçamentos participativos, aumentando os valores em questão e decididos por consensos alargados e não por concursos de ideias. Defenderíamos também como condição para qualquer acordo a declaração do Estado de Emergência Climática e Ecológica como base moral e legal para uma política de justiça ambiental que melhore a democracia económica, substituindo o atual modelo económico da competição e do lucro por uma economia da cooperação e da solidariedade através da implementação da experiências piloto com sistemas monetários complementares e a criação de parcerias publico-cooperativas, desenvolvendo assim a produção e comércio locais.

Os Açores têm um potencial imenso para proporcionar uma melhor qualidade de vida a quem aqui vive, respeitando o equilíbrio ecológico e ambiental único em todo o mundo que a nossa região tem. Uma coligação de direita apoiada pela extrema-direita, preocupada apenas com o lucro e a destruição ambiental apenas irá agravar os problemas dos Açorianos, não os resolverá.